O Coronavírus e as mensagens psicografadas

Por Edson Outtone

O ano de 2020 se iniciou surpreendendo o mundo com um vírus proveniente da China, que ataca o sistema respiratório, se propaga com grande velocidade se disseminando por todos os continentes, provocando grande transtorno à população mundial e a seus governantes. 

As mídias sociais, com a velocidade que lhe é peculiar, passaram a divulgar mensagens, nem sempre verídicas, sobre cuidados e providências a serem adotadas para minimizar os seus efeitos. Dentre elas, mensagens psicografadas, algumas assinadas por Espíritos largamente conhecidos. Muitas, com teor de conforto e esperança, informam do acompanhamento que o plano espiritual faz de todos os eventos que atingem a humanidade terrena, não havendo motivo para pânico, pois tudo está acontecendo conforme as leis divinas ordenadas por Deus soberanamente bom e justo. E nada ocorre por acaso, pois, “não cai uma única folha de uma árvore que não seja por obra e graça do Criador”. Outras, por sua vez, acabam provocando medo aos que desconhecem as leis de Deus e se deixam levar pelo teor alarmista.

As mensagens, quando transmitidas por Espíritos de elevada ordem, sempre o fazem em nome de Deus, pois são os seus agentes e não precisam de identificação para obter credibilidade. Não são poucos os Espíritos que usam nomes falsos e médiuns despreparados para suas comunicações. João Evangelista já nos alertou que há falsos cristos e falsos profetas, portanto não se deve acreditar em todos os Espíritos, mas buscar a prova de que são de Deus.

Mas como saber se as mensagens são críveis, se os Espíritos são bons?

O Evangelho Segundo o Espiritismo, no cap. XXI, traz a orientação segura para não sermos induzidos a erro. A instrução diz que todos os Espíritos enviados por Jesus e que devem, por seus conselhos, salvar a humanidade são modestos e humildes. Todo aquele que revela um átomo de orgulho deve ser ignorado.

Em O Livro dos Médiuns, os Espíritos Erasto e São Luis alertam sobre os Espíritos enganadores e que, para evitá-los, tudo deve ser submetido ao crivo da razão: “Por mais legítima confiança que vos inspirem os Espíritos […],nunca seria demais repetir e ter sempre em mente: pesar e analisar, submetendo ao mais rigoroso controle da RAZÃO todas as comunicações recebidas”. O que a razão e o bom senso reprovam deve ser rigorosamente desprezado, pois é preferível rejeitar dez verdades a aceitar uma única falsidade.

Cabe acrescentar que nem tudo que se julga ruim ou negativo, como o Coronavírus ou qualquer outra doença, realmente o é, pois sua finalidade é de reequilibrar a ordem da lei divina, gerar aprendizado e incentivar os homens a transformar suas atitudes.

 

Finalizando diríamos: façamos a nossa parte, observando regras de higiene e orientações das autoridades sanitárias; oremos sempre, pois a oração higieniza os pensamentos; tenhamos fé em Deus, pois não entendemos seus desígnios; mudemos hábitos e pensamentos e, principalmente, amemo-nos uns aos outros, fazendo aquilo que gostaríamos de receber, pois o amor é o remédio da alma.

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